Não sei se é sonho ou realidade, mas estou diante de um fato:
Tiraram as cores do mundo, nada reluz está tudo opaco
O homem parece cansado e a Natureza perdeu a altivez
Acabou-se o brilho do mundo diante da minha lucidez
O vermelho da rosa da moça já feneceu de paixão
Transformou-se em plena amargura, alojou-se em meu coração
Quem viu o azul da esperança rebrilhando na cor do irmão?
Quem encarou o Destino sem a cor da alegria na mão?
Talvez a "sacada" da vida seja saborear a doce solidão
Que só é sentida no escuro, sem barulho, longe da multidão.
Intuí o vazio existente que abriga a morada do Ser
É como ver o poeta assistindo diariamente a palavra morrer
Já cansei da ausência de cor existente na vida que passa
Transfiguro os meus sentimentos nessa pulsão que não cessa, não passa
Libertei o artista, o pintor,
Sou o meu Deus potencial criador
Que não racionaliza os caminhos traçados
E em meio de tintas e telas,
Sou eu quem atribui cor deixando ou não a vida bela!

Muito bonito, esse texto. E as imagens que você está escolhendo estão lindas. Parabéns!
ResponderExcluirObrigado Beatrice. Minha ideia é tentar conciliar o texto poético com a imagem artística. Espero que eu esteja conseguindo. Beijos!
ResponderExcluir"Sou eu quem atribui cor deixando ou não a vida bela!". Acho que esse é o grande ensinamento!
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