Nessa Sociedade do Espetáculo
Foi decretado o fim do teatro como arte
A plateia está vazia,
O texto não rima com poesia
E não emanam do ator dor ou alegria.
Os diálogos são apáticos,
Os risos são forçados,
E os comportamentos são milimetricamente calculados.
Mataram a espontaneidade da existência,
Em prol dos valores e da rotina,
Que encobre a beleza da noite,
Com um sol artificial que não aquece e ilumina.
Todos vestem um figurino sem graça
Pra se adequar a cada palco exigido.
Infelizmente é nesses passos que andam o mundo,
É exatamente assim que flui a vida.
Os atores em potencial sentem a dor corroer a alma,
Mas não é fácil romper as correntes de maldizer,
E dar vasão a essa pulsão irrefreável que habita a morada do Ser.
Que é Não Ser quando resolve ignorar o Destino,
Afastando-se da sua própria beleza,
Tornando o indivíduo que se opõe ao espelho
Desconhecedor de sua própria beleza.
E o riso do palhaço é espontâneo
Quando o ator não resolve atuar,
Quebrando a máscara que encobre o rosto,
Deixando o humano escondido se revelar.
Por isso faço do mundo o meu palco e procuro lembrar,
Que jamais devemos esquecer,
Que para os atores de verdade atuar e sinônimo de viver.

Zé, eu sou meio implicada com o teatro. Já vi mais coisas ruins do que boas, mas tive a sorte de ver coisas fantásticas. Ainda acredito que os verdadeiros tem espaço.
ResponderExcluirBeijo!