A bailarina rodopia o seu mundo intuindo vazio e solidão
Sentindo a leveza dos passos ao compasso do velho coração
O seu corpo vive o conflito existente entre desejo e razão
Flutuando na ponta dos dedos ela gravita entre a dor e a paixão
A bailarina rodopia o seu mundo ao compasso da bela Natureza
Sentindo a finitude da existência movimenta-se como as borboletas
Dançando ela percebe que a essência da vida é movimento
Desafiando a gravidade ela sente o seu corpo ir de encontro ao vento
A bailarina rodopia o seu mundo dançando entre sonho e convenção
O inconsciente freudiano diz: sim! A moralidade, como sempre, diz não
E talvez a vida resuma-se a esse eterno e doloroso conflito
Entre encontrar o Eu no silêncio e se perder com o Outro no grito
A bailarina rodopia o seu mundo sabendo que a dor vai findar
Pois, o tango da morte um dia, todos nós iremos dançar
Já que vamos cair em um abismo
Responda a si mesmo porque não dançar?

Zé Luis, essa realmente me agrada de uma maneira especial.
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