Respeitável público!
Sou mais um louco poeta andarilho,
Faço da arte o meu único vício
E dos meus versos um eterno ofício.
Utilizo o palco como abrigo e cobertor,
Às vezes choro de verdade com a encenação do ator.
Porque sei que por de trás de cada personagem
Há um singelo ser humano
Que cifra vontades e alimenta sonhos.
Mas o que eu quero dizer,
É que independentemente do sentimento de solidão.
E de diversas vezes receber um não!
Levo a possibilidade do impossível ao meu simples coração.
Que necessita cantar, dançar, declamar, contemplar e encenar
Para vários outros corações emocionar.
E entre as várias mentiras da arte uma verdade irei contar:
Nós artistas usamos a arte simplesmente para desabafar.
E pra quem não entendeu minha conversa cumprida
E quiser saber quem eu sou,
É só lembrar que entre luzes e palco, platéia e espetáculo,
Revela-se ao mundo um novo e desconhecido ilustre compositor.
Que entre poesias e prosas têm sempre uma história a contar.
E é sobre o Poeta e os seus Retalhos que eu irei relatar.
Esse Senhor das palavras mistura louca e lucidez
Romantizando o mundo por completo
Tirando toda a sua palidez
Assim como as tintas que se espalham no ateliê
Deixando a naturalidade do humano-pintor
Que transborda em cores florescer.
Ao compasso da música imaginária
Tocada ao som do piano, violino e violão.
Pois a trilha sonora da existência
É composta por harmonias, melodias e ritmos,
Impostos pelo som do coração.
Cada arte proclamada no verso
Faz-se por inteiro um pedaço de mim.
E toda essa imaginação potencializada
É, apenas, o remédio momentâneo
Para expulsar a dor do mundo que mora dentro de mim
Mas, para que vocês contemplem os retalhos,
Lembrem-se é preciso sentir.

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